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Amor

Mesmo não sendo considerada por muitos como uma emoção e sim um sentimento complexo resultante da combinação de outras emoções como prazer e interesse, o amor é uma emoção fundamental para todos nós. Apesar de poder incluir impulsos biológicos e imediatos relacionados ao desejo sexual e ao cuidado dos filhos, o amor envolve objetivos de longo-prazo como crescer e envelhecer junto com outro parceiro, construir objetivos em comum, cuidar e ser cuidado. Amar nos faz humanos e a conexão afetiva dá sentido a nossas vidas. Não há sensação mais prazerosa que o encantamento pelo parceiro amoroso, por um filho, por um pai ou amigo querido.

Somos a espécie mais dependente de cuidados ao nascer e ao mesmo tempo a aquela que tem maior crescimento cerebral depois do nascimento. Necessitamos desta dependência para que nosso cérebro desenvolva-se enormemente a partir da interação com o ambiente. Não é a toa que a primeira infância e a relação com a principal figura cuidadora é a base e principal estrutura para o desenvolvimento saudável.

A figura de apego regula emocionalmente a criança fornecendo tudo o que ela precisa para um crescimento adequado, inclusive um pouco de frustração para que ela perceba que esta faz parte da vida. Formamos modelos inconscientes de como nos relacionar com nossos primeiros cuidadores e levamos estes modelos como um guia que nos orienta como devemos nos relacionar com nossos parceiros afetivos e também com nossos filhos. É claro que esta não é uma equação linear mas muitas vezes nos vemos presos em determinados padrões ou mesmo em uma tentativa desesperada de evitá-los.

É o que muitas vezes acontece quando a criança insegura do passado, que tinha vínculos inseguros com os cuidadores, passa a sentir desespero em ficar só na vida adulta, se agarrando excessivamente ao parceiro, sufocando-o e, em consequência, levando este a se afastar. Podemos observar também adultos narcisistas que acham que são sempre auto-suficientes mas que na verdade foram crianças vulneráveis e desenvolveram uma defesa para proteger-se de qualquer emoção mais forte.

A importância do amor é comparável ao tamanho da alegria e dor que ele nos causa. Casais especialmente, tomam atitudes desesperadas para possuir um ao outro e não para se conectarem com intimidade. É comum a presença da raiva mascarando a tristeza e vulnerabilidade nas relações afetivas. A posse acaba por tirar do amor a liberdade essencial e criativa.

O inevitável é que como humanos, fomos programados para nos conectar intimamente. A ausência da experiência amorosa ou da reciprocidade em uma relação afetiva, pode também levar a sensações extremamente dolorosas como a tristeza, a solidão e o desamparo, bem como a raiva e a ansiedade. A presença do Amor em nossas vidas, nos energiza , dá sentido a mesma e faz com que o risco de se mostrar vulnerável valha à pena.
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